Grupos de liberdade de imprensa alertam para ameaça existencial à CNN após demissões no '60 Minutes' e fusão da Paramount
Nove organizações de defesa da liberdade de imprensa emitiram alerta sobre os riscos da fusão entre Paramount e Warner Bros. Discovery, classificando-a como uma 'ameaça existencial' à imprensa livre. As entidades acusam a reestruturação do '60 Minutes' de ser uma tentativa de apaziguar o governo Trump e preveem impactos semelhantes na CNN caso a fusão avance.
Reestruturação no '60 Minutes' e alerta para a CNN
Um grupo de nove organizações, incluindo Repórteres Sem Fronteiras, Freedom of the Press Foundation e Committee for the First Amendment, enviou uma carta conjunta alertando que as demissões recentes no programa '60 Minutes' da CBS representam uma estratégia para 'desmantelar uma das vozes mais fortes do jornalismo investigativo'. As entidades sugerem que a fusão entre Paramount e Warner Bros. Discovery, caso aprovada, poderá estender essa política à CNN, controlada pela Warner Bros. O bilionário Larry Ellison, aliado de Donald Trump, é apontado como figura central na pressão para remodelar a linha editorial da emissora.
Riscos à democracia e à liberdade de imprensa
As organizações destacam que a fusão não se justifica por razões comerciais, mas sim por interesses políticos, visando 'controlar o discurso público'. A carta afirma que a medida configura uma 'ameaça existencial à imprensa livre, à mídia independente e à liberdade de expressão', comparando as ações a táticas autoritárias. O grupo pede que a fusão seja bloqueada para evitar danos irreversíveis ao jornalismo e à democracia nos Estados Unidos e no exterior.