Colômbia inicia plano de US$ 2 milhões para sacrificar 80 'hipopótamos da cocaína' de Pablo Escobar
O governo da Colômbia anunciou um plano de US$ 2 milhões para controlar a população de hipopótamos descendentes dos animais trazidos por Pablo Escobar nos anos 1980. Estima-se que existam cerca de 200 indivíduos, com projeção de ultrapassar mil até 2035. A medida inclui o sacrifício de 80 animais e a realocação de outros para zoológicos e reservas no exterior.
Impacto ambiental e riscos à população
Os hipopótamos, conhecidos como 'hipopótamos da cocaína', tornaram-se uma espécie invasora na Colômbia, ameaçando o ecossistema local. Seu esterco polui cursos d'água, suas trilhas danificam margens de rios e competem por recursos com espécies nativas, como peixes-boi e capivaras. Além disso, os animais são imprevisíveis e já causaram ataques a humanos, incluindo um incidente em 2020 que deixou um agricultor gravemente ferido. Pescadores relatam dificuldades crescentes, evitando áreas ocupadas pelos hipopótamos, especialmente durante a noite.
Divisão de opiniões e métodos de controle
O plano do governo colombiano prevê o sacrifício de 80 hipopótamos por meio de injeção letal ou abate, além de tentativas de transferência para outros países. Autoridades argumentam que métodos como castração ou captura são ineficazes devido ao alto custo, lentidão e riscos envolvidos. A decisão gerou controvérsia: ambientalistas apoiam a medida como necessária para preservar o ecossistema, enquanto defensores dos animais criticam a abordagem, defendendo alternativas menos letais.