Moradores da Grande Porto Alegre relatam gosto e cheiro ruins na água fornecida pela Corsan/Aegea
Desde abril de 2026, moradores de pelo menos 10 cidades da Região Metropolitana de Porto Alegre enfrentam problemas com a qualidade da água, incluindo cheiro forte e gosto ruim. A situação tem impactado rotinas domésticas e gerado gastos extras com alternativas como água mineral e filtros. A Corsan/Aegea afirma que a água é potável, mas atribui o problema à proliferação de algas nos mananciais devido aos baixos níveis de água.
Impacto na rotina dos moradores
Moradores de cidades como Gravataí, Taquara, Novo Hamburgo e São Leopoldo relatam que o cheiro e o gosto da água tornaram-se insuportáveis, afetando atividades cotidianas. A vendedora de lanches Tatiana Barreto, de Gravataí, precisou suspender a produção de refeições devido ao odor forte que impregnava os alimentos. "O feijão não estava dando certo, o arroz ficava com cheiro. Eu tive que parar de fazer comida", afirmou. Outros residentes mencionam a necessidade de abrir janelas durante o banho para dissipar o cheiro da água quente. Para contornar o problema, muitas famílias passaram a comprar água mineral e instalar filtros, gerando custos adicionais.
Posicionamento da Corsan/Aegea
A Corsan/Aegea, responsável pelo abastecimento de água na região, garante que a água fornecida é segura para consumo. Segundo o diretor-executivo da empresa, Vitor Hugo Vieira Barros, mais de 100 mil análises foram realizadas para assegurar a potabilidade. A companhia atribui o cheiro e o gosto ruins à proliferação de algas nos mananciais, agravada pelos baixos níveis de água. "Neste momento, nosso manancial está com nível baixo, então, muito em função disso, está ocorrendo essa proliferação de algas", explicou o gerente de operações Cristiano Locatelli. Para mitigar o problema, a empresa intensificou o tratamento com carvão ativado, mas não informou um prazo para a normalização da situação.