Coreia do Norte testa armamentos em novo destroyer Kang Kon após lançamento problemático em 2025
O destroyer Kang Kon, de 5 mil toneladas, realizou testes de armas e sistemas eletrônicos no mar, segundo a mídia estatal norte-coreana. O navio, segundo da classe de destroyers de Kim Jong Un, sofreu um lançamento fracassado em maio de 2025, mas foi reparado e reativado. Os testes incluíram mísseis de cruzeiro 'estratégicos' e sistemas de guerra eletrônica.
Testes recentes e capacidades do destroyer
A Coreia do Norte anunciou, em 5 de julho de 2026, que o destroyer Kang Kon realizou testes de seus sistemas de armas e eletrônicos no mar. Segundo a agência estatal Korean Central News Agency (KCNA), o navio disparou seu canhão principal, metralhadoras automáticas e mísseis de cruzeiro 'estratégicos', descritos como capazes de transportar ogivas nucleares. Kim Jong Un esteve presente nos testes, que também avaliaram sistemas de guerra eletrônica, processamento de informações e detecção de alvos. O Kang Kon é o segundo destroyer da classe de 5 mil toneladas da Coreia do Norte, após o Choe Hyon, comissionado no final de junho de 2026.
Lançamento problemático e reparos
O Kang Kon teve um lançamento inicial fracassado em maio de 2025, quando sua popa escorregou prematuramente na rampa, danificando parte do casco e deixando o navio parcialmente virado. Imagens de satélite mostraram o destroyer coberto por lonas azuis após o incidente. Kim Jong Un classificou o ocorrido como um 'acidente grave e ato criminoso', resultando na detenção de trabalhadores responsáveis. O navio foi reparado e relançado um mês depois, agora retomando suas atividades com os testes recentes.
Objetivos estratégicos da Coreia do Norte
Os destroyers da classe Kang Kon são parte dos esforços de Kim Jong Un para modernizar a marinha norte-coreana e transformá-la em uma força naval capaz de operar mísseis nucleares, complementando seu arsenal de mísseis balísticos intercontinentais. A Coreia do Norte busca fortalecer sua capacidade de projeção de poder no mar, embora especialistas questionem a eficácia operacional desses navios diante de limitações tecnológicas e logísticas.