Justiça arquiva investigação da morte do cão Orelha em Florianópolis por falta de provas
O Tribunal de Justiça de Santa Catarina arquivou as investigações sobre a morte do cão Orelha, ocorrida em 4 de janeiro de 2026 na Praia Brava, Florianópolis. A decisão, assinada pela juíza Vanessa Bonetti Haupenthal, ocorreu após pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que alegou ausência de elementos suficientes para comprovar atos infracionais. O caso, que ganhou repercussão nacional e internacional, foi marcado por contradições e falta de evidências concretas.
Contexto e decisão judicial
O arquivamento das investigações foi decidido após o MPSC encaminhar um relatório de 170 páginas à Vara da Infância, destacando a falta de provas para sustentar as acusações. A juíza Vanessa Bonetti Haupenthal acatou o pedido, encerrando o caso que envolvia adolescentes suspeitos de agressão ao animal. Segundo o MPSC, a apuração policial foi baseada em relatos inconsistentes e 'ouvi dizer', sem comprovação de que os investigados estiveram próximos ao cão no momento da morte. A Polícia Civil afirmou ter concluído as investigações e divulgado as medidas adotadas no inquérito, mas não apresentou evidências periciais que confirmassem a agressão.
Contradições e provas periciais
O relatório do MPSC apontou contradições na linha do tempo dos eventos e inconsistências nos depoimentos. As provas periciais descartaram a hipótese de agressão ao cão, reforçando a decisão pelo arquivamento. O Ministério Público destacou que, segundo as investigações, o adolescente suspeito estava a cerca de 600 metros de distância do animal, invalidando a tese de que ambos compartilharam o mesmo espaço por 40 minutos, como sugerido inicialmente. O caso, que mobilizou a opinião pública, foi encerrado sem a identificação de culpados.
Quem era Orelha
Orelha era um cão idoso e dócil, conhecido na região da Praia Brava. Sua morte gerou comoção nacional e internacional, com pedidos por justiça nas redes sociais. O animal foi encontrado morto em 4 de janeiro de 2026, e as investigações iniciais sugeriram possível agressão por adolescentes, mas sem provas conclusivas. O arquivamento do caso reforça a complexidade das apurações envolvendo crimes contra animais, especialmente na ausência de evidências materiais.