Pai de policial morto em viatura em Alagoas contesta versão de surto e denuncia execução
O pai do policial civil Yago Gomes Pereira, morto a tiros dentro de uma viatura em Delmiro Gouveia (AL), contesta a versão de que o suspeito teria agido sob surto e afirma que o filho foi executado de forma 'perversa e desumana'. O suspeito, também policial civil, teria disparado à queima-roupa na cabeça de Yago enquanto ele dirigia o veículo. Outro agente, Denivaldo Jardel, também foi morto no mesmo incidente.
Detalhes do crime e contestação da versão oficial
Pedro Pereira, pai de Yago Gomes Pereira, de 33 anos, afirmou em entrevista à TV Asa Branca Alagoas que o filho foi executado dentro da viatura policial. Segundo ele, o suspeito, identificado como Gildate Góes, também policial civil, encostou a arma na cabeça de Yago e disparou enquanto este dirigia. 'Isso não é um crime aleatório, não me parece um surto, mas, sim, uma execução', declarou Pedro. Além de Yago, o agente Denivaldo Jardel, de 47 anos, também foi morto no incidente. O pai de Yago destacou que o suspeito já tinha histórico de crimes, incluindo o assassinato de um ex-colega.
Reações e pedidos por justiça
Pedro Pereira, que também é policial judiciário em Sergipe, cobrou justiça e lamentou a perda do filho. 'Sou policial há muito tempo. Sei como alguém atira quando quer matar. Meu filho estava ao volante. A pessoa, perversamente, quis executá-lo', afirmou. O delegado Luciano Cardoso, amigo da família, reforçou que Gildate Góes já respondia por outros crimes, o que reforça a desconfiança sobre a versão de surto apresentada inicialmente.