DNA em suco gástrico pode auxiliar na detecção de câncer de estômago, indica estudo brasileiro
Pesquisadores brasileiros desenvolveram uma técnica que analisa a quantidade de DNA presente no suco gástrico, coletado durante endoscopias, para auxiliar na identificação de tumores de estômago. A metodologia busca complementar a biópsia, oferecendo uma camada adicional de informação diagnóstica, especialmente em casos de difícil detecção.
Nova abordagem diagnóstica
Uma pesquisa brasileira sugere que o DNA solto no suco gástrico, material atualmente descartado durante endoscopias, pode ser utilizado para detectar o câncer de estômago. A técnica mede a quantidade de material genético humano presente no líquido aspirado no início do exame, indicando a presença de tumores e fornecendo insights sobre a evolução da doença. Esta metodologia visa aumentar a precisão diagnóstica, atuando como um complemento à biópsia, que é o método padrão-ouro.
Princípios biológicos da detecção
A lógica por trás do teste baseia-se no princípio de que tecidos doentes liberam mais fragmentos de DNA. No câncer gástrico, o tumor em crescimento, a rápida renovação celular, a destruição tecidual e a resposta inflamatória e imunológica intensa contribuem para a liberação de material genético no suco gástrico. Esse DNA não provém apenas das células tumorais, mas também de células inflamatórias e do sistema imunológico que combatem o tumor, indicando uma condição anormal na mucosa do estômago.