Trump tenta restringir voto por correio, mas utiliza o método
O Serviço Postal dos Estados Unidos (USPS) publicou um conjunto de regras de 95 páginas para endurecer os requisitos da votação por correio antes das eleições de novembro de 2026. A medida, defendida pelo governo de Donald Trump sob a alegação de prevenção de fraudes, visa limitar o acesso ao voto por correspondência apenas a cidadãos em situações específicas (doença, deficiência, serviço militar ou viagens). A iniciativa gerou polêmica e ações judiciais, especialmente após revelarem que o próprio Trump utilizou o método para votar nas primárias de março. O governo defende que a medida visa impedir que não-cidadãos votem, embora especialistas apontem que o risco de fraude por estrangeiros seja historicamente baixo.
Restrições do USPS
O USPS publicou novas regras que, se aprovadas, impediriam a coleta de filiação partidária e a inspeção de conteúdo de cédulas por funcionários dos correios. Além disso, os estados seriam obrigados a fornecer listas detalhadas de eleitores que receberam cédulas por correio.
Conflito Jurídico
A medida foi contestada por diversos estados que argumentam que a competidade para definir regras eleitorais pertence aos estados e ao Congresso, não ao presidente. O Departamento de Justiça solicitou à Suprema Corte a autorização para o decreto, que busca criar uma lista federal de cidadãos aptos ao voto por correspondência.
Contradição do Governo
Apesar da retórica de restrição ao método por ser 'suscetível a fraudes', o próprio Donald Trump utilizou o voto por correio para votar nas primárias da Flórida em março de 2026. A Casa Branca defendeu a ação como uma 'exceção de bom senso' para casos específicos.