Irã analisa contraproposta dos EUA para cessar-fogo e mantém postura de negociação ou confronto
O Irã recebeu e está revisando a contraproposta dos Estados Unidos para um cessar-fogo, conforme declarado pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei. Enquanto Teerã avalia os termos, o presidente Donald Trump reforçou ameaças de ação militar caso as negociações não avancem. O chanceler iraniano Abbas Araghchi afirmou que o país está preparado tanto para a diplomacia quanto para o confronto, dependendo dos interesses nacionais. As exigências iranianas incluem controle do Estreito de Ormuz, compensações por danos de guerra e suspensão de sanções.
Negociações e exigências iranianas
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, confirmou que Teerã recebeu a contraproposta dos Estados Unidos para um cessar-fogo e está em processo de análise. Segundo Baghaei, as mensagens foram trocadas com base nos 14 pontos originalmente apresentados pelo Irã. O chanceler iraniano Abbas Araghchi reforçou a postura dual do país: "Onde for necessário lutar, nós lutaremos, e onde for necessário negociar, nós negociaremos". As exigências iranianas incluem o controle do Estreito de Ormuz, compensações por danos de guerra, suspensão de sanções econômicas, desbloqueio de ativos iranianos no exterior e a retirada das tropas norte-americanas da região. O Paquistão atua como mediador, com o chefe das Forças Armadas paquistanesas, Asim Munir, e o ministro do Interior, Mohsin Naqvi, envolvidos nas discussões.
Ameaças e tensões crescentes
Enquanto as negociações prosseguem, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitiu novas ameaças ao Irã. "Acredite, se não tivermos as respostas certas, tudo acontece muito rápido. Estamos todos prontos para começar", declarou Trump a jornalistas na Base Conjunta Andrews. As declarações ocorrem em um contexto de alta tensão, com o Irã mantendo sua disposição para o confronto militar caso as negociações não atendam aos seus interesses. Autoridades iranianas, como o chanceler Araghchi, enfatizaram que a determinação diplomática do país é equivalente à força demonstrada pelas Forças Armadas na defesa nacional.