Tecnologia anti-drones desenvolvida na Ucrânia é adaptada para conter ameaças iranianas no Oriente Médio
A empresa holandesa Robin Radar Systems utilizou experiências e dados coletados na Ucrânia para aprimorar sua tecnologia de detecção de drones, agora empregada no Oriente Médio contra ataques iranianos. Feedback de comandantes ucranianos e análise de dados de batalha foram essenciais para melhorar o alcance e a precisão dos radares.
Experiência ucraniana impulsiona inovações
A Robin Radar Systems, empresa holandesa especializada em sistemas de radar para detecção de drones, afirmou que sua tecnologia não estaria no patamar atual sem a experiência adquirida na Ucrânia. Desde 2023, a empresa opera no país, onde aprimorou seus sistemas para detectar drones de ataque de maior porte e em distâncias mais longas, como os modelos Shahed utilizados pela Rússia. Kristian Brost, gerente-geral da Robin Radar nos EUA, destacou que o feedback constante de comandantes ucranianos e a coleta de dados em campo foram cruciais para o desenvolvimento de upgrades. Segundo Brost, uma força-tarefa dedicada analisou dados de batalha para refinar os sistemas, permitindo que os radares detectassem objetos maiores a distâncias estendidas.
Tecnologia adaptada para o Oriente Médio
Com a escalada de ataques iranianos no Oriente Médio, a Robin Radar adaptou sua tecnologia para atender às necessidades dos aliados dos EUA na região. O radar IRIS, carro-chefe da empresa, está implantado em múltiplos países para combater drones e mísseis iranianos, incluindo os modelos Shahed, similares aos utilizados pela Rússia na Ucrânia. A empresa ressaltou que a experiência ucraniana permitiu ajustes rápidos e eficazes, garantindo que os sistemas fossem capazes de lidar com as ameaças emergentes no Oriente Médio.