Justiça decreta prisão de Deolane Bezerra e parentes de Marcola por lavagem de dinheiro do PCC
A Justiça de São Paulo determinou a prisão preventiva da influenciadora Deolane Bezerra e de dois sobrinhos de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, por suspeita de participação em esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Risco de fuga e destruição de provas foram apontados como motivos para as prisões, que também incluem outros integrantes da facção criminosa.
Operação e motivos das prisões
Seis mandados de prisão preventiva foram expedidos pelo Ministério Público (MP) e pela Polícia Civil de São Paulo contra alvos investigados por lavagem de dinheiro vinculada ao PCC. Além de Deolane Bezerra, foram presos dois sobrinhos de Marcola: Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho. Os nomes de Deolane e Paloma chegaram a ser incluídos na lista de procurados da Interpol (Difusão Vermelha) após as decretações. Deolane retornou da Itália na véspera da operação e foi presa em sua mansão na Grande São Paulo. Paloma está foragida na Espanha desde março, enquanto Alexsander é procurado na Bolívia. Outros alvos incluem o próprio Marcola e seu irmão Alejandro Camacho, já presos por outros crimes, além de Everton de Souza, o 'Player', detido na operação.
Ligação entre Deolane Bezerra e o PCC
A investigação que resultou nas prisões teve origem na troca de bilhetes entre integrantes do PCC dentro de presídios. Segundo a Justiça, há provas de que o grupo lavava dinheiro proveniente do tráfico de drogas. A decisão judicial destacou o risco de continuidade das atividades criminosas e a possibilidade de destruição de provas caso os alvos permanecessem em liberdade. Deolane Bezerra, advogada e influenciadora com 21 milhões de seguidores, foi apontada como parte do esquema, assim como os parentes de Marcola, líder histórico da facção.