Desemprego prolongado e saúde mental: profissional relata anos de rejeição após demissões em grandes empresas
Dominique Alexander, ex-funcionária da Microsoft e Coca-Cola, descreve os impactos psicológicos e financeiros de anos de busca por emprego estável. Após demissões consecutivas, ela enfrentou dificuldades para se reinserir no mercado de trabalho, destacando a pressão emocional causada pela incerteza e rejeição constante.
Trajetória profissional e demissões
Dominique Alexander trabalhou em empresas como Coca-Cola e Microsoft, mas enfrentou demissões consecutivas a partir de 2018. Após ser dispensada de um cargo de gerente financeiro em uma grande empresa de tabaco, ela se mudou para Atlanta em busca de oportunidades, aproveitando uma conexão na Coca-Cola. Apesar de se candidatar a dezenas de vagas na empresa, obteve apenas algumas entrevistas. Em novembro de 2019, conseguiu um cargo de gerente sênior na Coca-Cola, mas foi demitida poucos meses depois, já durante a pandemia, o que complicou seu processo de adaptação e treinamento.
Impacto na saúde mental e estratégias de enfrentamento
Alexander relata que a busca prolongada por emprego afetou gravemente sua saúde mental. Segundo ela, a incerteza sobre a duração do desemprego é um dos fatores mais estressantes, agravando a sensação de rejeição. Para lidar com a situação, ela recomenda que outros profissionais em busca de emprego sejam vulneráveis e compartilhem suas dificuldades, pois isso pode abrir portas para novas oportunidades. Ela também destaca que, mesmo com conexões internas em empresas, não há garantia de contratação, como ocorreu em sua experiência na Coca-Cola.