Balaji Srinivasan relança Network School no Cazaquistão após fechamento na Malásia
O projeto de comunidade para fundadores de tecnologia e nômades digitais foi transferido para Astana após conflitos regulatórios com as autoridades malásias. A nova sede oferece coworking, alojamento e vistos acelerados em parceria com o governo local.
Relocalização e infraestrutura
A Network School, fundada por Balaji Srinivasan em 2024, foi relançada no Cazaquistão menos de um mês após o governo da Malásia revogar sua licença comercial em julho. A nova sede está localizada no quinto andar do Astana Hub, na capital do país. O projeto oferece aos membros alojamento, refeições, academia, espaço de coworking e treinamento tecnológico. O governo do Cazaquistão apoia a iniciativa e planeja desenvolver programas para startups e organizar conferências internacionais em parceria com Srinivasan.
Modelo de negócio e objetivos
A Network School é uma comunidade baseada em assinaturas para fundadores de tecnologia, construtores de cripto e nômades digitais. As assinaturas básicas começam em US$ 900, enquanto apartamentos privados custam a partir de US$ 3.000 por mês. O objetivo de Srinivasan é criar uma 'sociedade tecnoptimista' com baixo custo de vida, meritocracia e foco em competições internacionais de STEM. O governo do Cazaquistão também discute a criação de uma 'cidade tecnológica' chamada Network City em Burabay.
Contexto do fechamento na Malásia
A saída da Malásia ocorreu após o Ministério da Educação Superior do país declarar que a escola não estava registrada como uma instituição de ensino superior privada. O projeto também enfrentou uma investigação de imigração devido a alegações de que cidadãos israelenses estavam entre os participantes. Embora os estrangeiros tivessem documentos válidos, Srinivasan descreveu o processo como uma 'punição' e interrompeu os investimentos no país.