Governo chinês pressiona cancelamento de maior conferência global de direitos digitais após exigência de exclusão de Taiwan
A organização Access Now, responsável pelo RightsCon, maior conferência global sobre direitos digitais, anunciou o cancelamento do evento após autoridades zambianas exigirem a exclusão de participantes taiwaneses como condição para sua realização. A decisão reflete a crescente influência da China em eventos internacionais e a imposição de sua política de 'Uma China'.
Exigência política e cancelamento
O RightsCon, conferência anual que reúne ativistas, empresas de tecnologia e governos para discutir direitos digitais, foi cancelado após autoridades da Zâmbia, país-sede do evento em 2026, exigirem a exclusão de participantes taiwaneses. A organização Access Now, responsável pelo evento, divulgou que a exigência foi feita como condição para a realização da conferência, o que violaria os princípios de inclusão e neutralidade política do RightsCon. A decisão destaca a pressão exercida pelo governo chinês em eventos globais para impor sua política de 'Uma China', que não reconhece Taiwan como entidade soberana.
Reações e impacto global
O cancelamento do RightsCon gerou críticas de organizações de direitos humanos e da comunidade internacional, que veem a medida como um ataque à liberdade de expressão e à diversidade de vozes em debates globais. A Access Now afirmou que a exclusão de participantes taiwaneses seria uma violação direta dos valores do evento, que promove a participação igualitária de todas as nações e territórios. A decisão também levanta preocupações sobre a crescente influência da China em eventos internacionais, especialmente em países que dependem de investimentos chineses.