Microsoft considera que agentes de IA precisarão de licenças de software, como funcionários
Executivo da Microsoft sugere que agentes de inteligência artificial podem precisar de suas próprias identidades e licenças de software. Essa visão contrasta com preocupações de que a IA possa diminuir a receita de softwares baseados em assentos (seats). A proposta visa garantir que a proliferação de agentes de IA, potencialmente superando o número de humanos, gere novas oportunidades de licenciamento.
IA como Novos Usuários de Software
Rajesh Jha, executivo da Microsoft, apresentou a ideia de que agentes de IA, em um futuro onde empresas implantam frotas dessas ferramentas, podem necessitar de identidades próprias, incluindo logins, caixas de entrada e licenças de software. Essa perspectiva sugere que a inteligência artificial não reduziria a receita de softwares, mas sim a expandiria. Jha vislumbra organizações com mais agentes do que humanos, onde cada agente seria efetivamente um usuário que precisaria pagar por uma licença de software, ou "seat", no jargão da indústria. Essa estratégia se contrapõe à preocupação de investidores sobre como a IA poderia impactar os modelos de precificação baseados em assentos, que são a espinha dorsal do software empresarial. A premissa é que, se um humano puder gerenciar dezenas de agentes, a necessidade de pagar por múltiplas licenças por pessoa poderia diminuir. A proposta da Microsoft sugere que, em vez de 20 funcionários comprando 20 licenças do Microsoft 365, uma empresa com 10 funcionários, cada um com cinco agentes de IA, poderia resultar na compra de 50 assentos pagos.
Perspectivas Divergentes sobre o Impacto da IA em Licenças
Nem todos concordam com a projeção de Jha. Nenad Milicevic, sócio da AlixPartners, prevê o cenário oposto: agentes de IA reduzirão o número de humanos interagindo com o software, resultando em cortes de licenças. Ele argumenta que, em vez de 20 funcionários, uma única pessoa poderia supervisionar um punhado de agentes, pressionando fornecedores e empoderando clientes a contestar preços que não fazem mais sentido. Milicevic acredita que as plataformas abertas serão as vencedoras, com a possibilidade de cobrar extra por acesso baseado em máquinas, mas correndo o risco de perder clientes.