Influenza avança no Brasil com casos graves dobrados em 2026; Tamiflu reduz risco de morte em até 38%
Ministério da Saúde registra aumento de 100,4% em casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Influenza entre janeiro e abril de 2026, comparado ao mesmo período de 2025. Vacinação é apontada como principal medida de prevenção, com mais de 26,4 milhões de doses aplicadas. Antiviral Tamiflu é recomendado para pacientes diagnosticados, especialmente nas primeiras 48 horas de sintomas, com potencial de reduzir complicações e mortes em grupos de risco.
Aumento de casos e vacinação
O Brasil registrou 6.760 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados à Influenza entre janeiro e abril de 2026, um aumento de 100,4% em relação aos 3.374 casos do mesmo período em 2025. O Ministério da Saúde atribui a alta à antecipação da circulação do vírus. Até o momento, mais de 26,4 milhões de doses da vacina contra a gripe foram aplicadas, com 16,9 milhões destinadas ao público prioritário, como crianças, gestantes e idosos. A pasta também distribuiu 615 mil testes RT-PCR para vírus respiratórios, quantidade inferior aos 307 mil distribuídos em 2025.
Uso do Tamiflu e eficácia
O antiviral oseltamivir, comercializado como Tamiflu, é indicado para pacientes com diagnóstico de Influenza, especialmente quando iniciado nas primeiras 48 horas após o surgimento dos sintomas. Segundo infectologistas, o medicamento pode reduzir o tempo de doença, diminuir complicações e evitar hospitalizações e mortes em grupos de risco. Embora haja consenso sobre seus benefícios em casos graves, parte da literatura científica debate a magnitude do efeito em casos leves. O acesso ao teste para identificar o vírus ainda é limitado em muitos serviços de emergência, o que leva ao início do tratamento com base na avaliação clínica.