CEO da Nvidia cobra mais rigor contra desvios de chips de IA para China após prisões em Taiwan
O CEO da Nvidia, Jensen Huang, exigiu que a Super Micro Computer adote medidas mais rigorosas para garantir conformidade com regulamentações dos EUA após prisões em Taiwan. Três pessoas foram detidas por falsificar documentos para exportar servidores de IA com chips da Nvidia para a China, violando restrições comerciais. Huang destacou a importância do cumprimento das normas durante evento em Taipei.
Detalhes das prisões e violações
Autoridades em Taiwan detiveram três indivíduos acusados de falsificar documentos para exportar servidores de IA produzidos pela Super Micro Computer para a China, Hong Kong e Macau. Os equipamentos integravam chips da Nvidia e outras fabricantes, utilizados em data centers para treinar e operar modelos de IA, como o ChatGPT. As exportações violam restrições impostas pelos Estados Unidos desde 2022, que visam limitar o acesso da China a tecnologias avançadas de inteligência artificial.
Resposta da Nvidia e próximos passos
Jensen Huang, CEO da Nvidia, afirmou que a empresa insiste no cumprimento das normas por parte de seus parceiros e espera que a Super Micro Computer aprimore seus processos para evitar futuras violações. Huang fez essas declarações ao desembarcar em Taipei, onde participará da GTC Taipei, evento da Nvidia que começa na próxima semana. Durante o evento, a empresa deve anunciar a plataforma Vera Rubin, projetada para cargas de trabalho de IA agente, raciocínio e contexto longo, com previsão de lançamento para o terceiro trimestre de 2026. Huang destacou que a Vera Rubin será a 'geração de maior sucesso até agora' e ressaltou a ampla adoção dos produtos da Nvidia por empresas líderes em IA.