Retorno ao presencial ganha força no Brasil, mas encontra resistência entre trabalhadores
Estudo da WeWork revela que 63% dos brasileiros trabalham presencialmente, mas apenas 42% optariam por esse modelo se pudessem escolher. Empresas como Nubank enfrentam resistência ao exigir retorno ao escritório, enquanto a taxa de vacância de imóveis corporativos em São Paulo atinge o menor nível em 14 anos.
Dados do retorno ao presencial
Um estudo da WeWork em parceria com a Offerwise, divulgado em 6 de maio de 2026, aponta que 63% dos brasileiros trabalham de forma presencial. Desse total, 79% afirmam que o modelo não é uma escolha, mas uma exigência das empresas. Apenas 42% dos entrevistados optariam por trabalhar exclusivamente no escritório se a decisão fosse deles, preferindo modelos híbridos ou totalmente remotos. A consultoria imobiliária JLL registrou uma taxa de vacância de imóveis corporativos em São Paulo de 13,4% no primeiro trimestre de 2026, a menor desde 2012.
Resistência e impactos no mercado de trabalho
A exigência do retorno ao presencial tem gerado resistência entre trabalhadores. O Nubank, por exemplo, enfrentou críticas após anunciar o fim do modelo 100% remoto em 2025, com funcionários citando impactos como a necessidade de mudança de cidade e reorganização da rotina. Plataformas de recrutamento, como a Gupy, indicam que vagas remotas diminuíram, enquanto oportunidades presenciais e híbridas avançam, superando as totalmente remotas. Um levantamento da Mercer Brasil mostra que 76% dos gestores relatam insegurança em relação à produtividade no trabalho remoto, além de desafios como excesso de reuniões (66%) e dificuldades na gestão e cultura organizacional.