FCC investiga licenças da ABC após piada de Jimmy Kimmel e nega pressão da Casa Branca
O presidente da Federal Communications Commission (FCC), Brendan Carr, afirmou que não houve pressão da Casa Branca para revisar antecipadamente oito licenças de transmissão da ABC. A investigação está focada em iniciativas de diversidade, equidade e inclusão (DEI) da emissora, mas o caso ganhou destaque após críticas do presidente Donald Trump e da primeira-dama Melania Trump a uma piada de Jimmy Kimmel.
Contexto da investigação
A FCC solicitou uma revisão antecipada das licenças de transmissão da ABC após uma piada feita por Jimmy Kimmel em seu programa, na qual ele comparou a aparência de Melania Trump à de uma 'viúva expectante'. A piada foi feita durante um monólogo que satirizava o jantar dos correspondentes da Casa Branca, realizado pouco antes de um incidente com tiros no evento. Donald Trump e Melania Trump pediram publicamente a demissão de Kimmel, alegando que a piada poderia estar ligada a violência política. Brendan Carr, presidente da FCC, afirmou que a decisão de revisar as licenças não teve influência da Casa Branca e que o foco da investigação é a conformidade das práticas de DEI da ABC com o interesse público.
Reações e declarações
Brendan Carr declarou que o presidente Trump 'tem todo o direito' de criticar publicamente Jimmy Kimmel e de pedir sua demissão. Carr também mencionou que muitas pessoas concordam com a posição do presidente e da primeira-dama. Durante uma coletiva de imprensa, Carr afirmou que a ABC e a Disney terão que 'demonstrar que têm operado no interesse público' durante a revisão das licenças. Ele negou que a investigação tenha sido motivada pela piada de Kimmel, mas reconheceu que a emissora não foi 'totalmente transparente' na produção de documentos solicitados pela FCC. A Disney não se pronunciou sobre o caso.