Irã recruta crianças para serviços de segurança em meio a conflito
Testemunhas e relatos à imprensa indicam que o Irã está recrutando crianças, incluindo menores de 12 anos, para funções de segurança, como patrulhas e postos de controle. Um incidente em Teerã resultou na morte de um menino de 11 anos em um suposto ataque de drone israelense enquanto auxiliava em uma ação da milícia Basij.
Novo programa de recrutamento infantil
Um integrante do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, em Teerã, afirmou à agência Fars News que a organização passará a recrutar 'voluntários' com 12 anos ou mais para o programa 'Combatentes Defensores da Pátria do Irã'. As crianças serão designadas para diversas funções, incluindo patrulhas e atuação em postos de controle. Testemunhas relataram ter visto crianças, algumas armadas, em funções de segurança na capital e em outras cidades. A milícia Basij, controlada pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, é composta por cerca de um milhão de integrantes e é frequentemente mobilizada para reprimir dissidências.
Incidente em Teerã
A morte de Alireza Jafari, um menino iraniano de 11 anos, em 11 de março, trouxe à tona a questão do recrutamento infantil. Segundo a mãe de Alireza, Sadaf Monfared, o menino e o pai auxiliavam em patrulhas e postos de controle da milícia Basij em Teerã quando foram atingidos. Organizações de direitos humanos relataram o ocorrido, e o jornal Hamshahri informou que eles foram vítimas de um 'ataque de drone israelense'. As Forças de Defesa de Israel declararam não poder verificar o caso sem coordenadas do suposto ataque.