Zoom e Deloitte reduzem benefícios trabalhistas como licença parental e PTO em meio a ajustes de custos
Zoom cortou a licença parental paga de 22-24 semanas para 18 semanas para pais gestantes e de 16 para 10 semanas para pais não gestantes. Deloitte planeja reduzir licença parental, PTO (tempo de folga pago), pensões e financiamento para fertilização in vitro para funcionários em funções de suporte a partir de janeiro de 2027. Especialistas alertam que a medida pode sinalizar uma tendência mais ampla de cortes em benefícios valorizados no mercado de trabalho.
Cortes em benefícios trabalhistas
Empresas como Zoom e Deloitte estão reduzindo benefícios trabalhistas em meio a um cenário de contenção de custos. A Zoom confirmou a redução da licença parental paga: de 22 a 24 semanas para pais gestantes, agora limitada a 18 semanas, e de 16 para 10 semanas para pais não gestantes. A Deloitte, por sua vez, planeja cortar licença parental, PTO (tempo de folga pago), pensões e financiamento para tratamentos de fertilização in vitro (FIV) para funcionários em funções de suporte, como serviços administrativos, tecnologia da informação e finanças, a partir de janeiro de 2027.
Impacto no mercado de trabalho
Especialistas apontam que essas mudanças podem refletir uma tendência mais ampla no mercado de trabalho, especialmente em um contexto de menor mobilidade de funcionários. Laszlo Bock, ex-chefe de recursos humanos do Google, destacou que ações de grandes empresas tendem a legitimar práticas semelhantes em outras organizações. Bobbi Thomason, professora da Pepperdine Graziadio Business School, alertou que Zoom e Deloitte podem se tornar "precedentes" para cortes em benefícios considerados essenciais, como licença parental e PTO.