Polícia Federal Cumpre Mandado de Prisão Preventiva em Nova Fase da Operação Exfil Contra Vazamento de Dados do STF
A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Exfil, que investiga o vazamento de dados sigilosos do STF. Um mandado de prisão preventiva foi expedido contra o empresário Marcelo Conde, suspeito de comprar e vazar informações de Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes.
Investigação e Mandados
A Operação Exfil, iniciada em 17 de fevereiro de 2026, teve sua segunda fase deflagrada com o cumprimento de um mandado de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, com ordens expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A investigação apura o suposto vazamento de informações da Receita Federal envolvendo ministros do STF e seus familiares.
Suspeito de Vazar Dados Sigilosos
Marcelo Conde, empresário do setor imobiliário e filho do ex-prefeito do Rio de Janeiro, Luiz Paulo Conde, é o alvo da prisão preventiva. Ele é suspeito de ter comprado e vazado dados sigilosos de Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes. Segundo informações, Conde está fora do Brasil e não foi localizado. Sua defesa declarou não ter acesso à decisão.
Primeira Fase da Operação Exfil
Na primeira etapa da operação, a PF investigou o "repasse de documentos fiscais submetidos à proteção legal, e obtidos de forma criminosa mediante remuneração". Na ocasião, quatro servidores da Receita Federal cedidos a outros órgãos foram alvo de mandados de busca e apreensão e afastados de suas funções. Os investigados na fase inicial incluem Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes. Em 13 de março, o ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão do contador Washington Travassos de Azevedo, apontado como participante na cadeia de obtenção de informações sigilosas, incluindo dados de Viviane Barci.