Dólar sobe para R$ 4,90 e mercado reage a inflação no Brasil e nos EUA
O dólar abriu em alta de 0,21% nesta terça-feira (12), cotado a R$ 4,9018, enquanto investidores acompanham dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos. O Ibovespa inicia o pregão com queda, refletindo a cautela dos mercados. A inflação brasileira desacelerou para 0,67% em abril, mas alimentos e saúde seguem pressionando os preços.
Fatores que influenciam o dólar
O dólar iniciou o dia em alta, cotado a R$ 4,9018, com variação de 0,21%. O mercado está atento aos dados de inflação ao consumidor divulgados pelo IBGE no Brasil e pelo governo dos EUA. No acumulado da semana, o dólar registra queda de 0,06%, enquanto no mês a desvalorização chega a 1,22% e no ano, a 10,88%. A tensão geopolítica no Oriente Médio, envolvendo Irã, Israel e EUA, também contribui para a volatilidade da moeda.
Inflação no Brasil desacelera, mas alimentos seguem em alta
A inflação oficial do Brasil desacelerou para 0,67% em abril, abaixo dos 0,88% registrados em março, segundo o IBGE. No entanto, o índice acumulado em 12 meses subiu para 4,39%. Os grupos de alimentação e bebidas (1,34%) e saúde e cuidados pessoais (1,16%) foram os principais responsáveis pela pressão inflacionária. O resultado reflete desafios persistentes no controle de preços, especialmente em itens essenciais.
Ibovespa e cenário internacional
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, iniciou o pregão com queda de 1,19% na semana, acumulando perda de 2,89% no mês, mas ainda registra alta de 12,90% no ano. Nos EUA, a divulgação dos dados de inflação de abril é aguardada com expectativa, pois pode influenciar decisões sobre juros no país. Além disso, o balanço financeiro da Petrobras, divulgado na segunda-feira (10), reflete parcialmente o impacto da alta do petróleo devido à guerra no Oriente Médio.