Uber questiona retorno de investimentos em IA e alerta para custos desproporcionais
O COO da Uber, Andrew Macdonald, afirmou que está cada vez mais difícil justificar os gastos com inteligência artificial dentro da empresa. Segundo ele, não há uma relação proporcional entre o aumento do uso de tokens de IA e a entrega de funcionalidades úteis aos consumidores. O CTO da Uber já havia admitido em abril que a empresa esgotou o orçamento anual previsto para o Claude Code em 2026.
Investimentos em IA sem retorno claro
Durante entrevista no programa Rapid Response, Andrew Macdonald, chefe de operações da Uber, destacou que os custos com inteligência artificial não estão gerando benefícios proporcionais para a empresa. Ele mencionou que, apesar do aumento no consumo de tokens de IA, não há evidências claras de que isso resulte em mais funcionalidades úteis para os usuários. 'Essa ligação ainda não existe', afirmou Macdonald, questionando a relação direta entre os gastos e os resultados práticos.
Orçamento esgotado e impacto nas contratações
O CTO da Uber, Praveen Neppalli Naga, havia declarado em abril ao The Information que a empresa já havia consumido todo o orçamento previsto para o Claude Code em 2026. Esse comentário gerou discussões internas sobre o impacto do uso excessivo de IA nos custos operacionais. Como consequência, o CEO Dara Khosrowshahi anunciou em maio que a Uber desaceleraria as contratações para compensar os investimentos em IA.
Desafios da tokenmaxxing no setor de tecnologia
Macdonald observou que, embora o uso intensivo de IA (tokenmaxxing) seja uma estratégia comum entre grandes empresas de tecnologia, a Uber enfrenta dificuldades para mensurar o retorno desses investimentos. Ele ressaltou que, enquanto os usuários podem explorar casos de uso sem custos aparentes, a empresa arca com os gastos reais. A declaração reflete um debate crescente sobre a sustentabilidade financeira dos altos investimentos em IA no setor.