Europa aquece duas vezes mais rápido que a média global e enfrenta onda de calor recorde na primavera de 2026
A Europa Ocidental enfrenta uma onda de calor sem precedentes para a primavera, com temperaturas excepcionalmente altas desde o Reino Unido até a Itália. O fenômeno é causado por um 'domo de calor', sistema de alta pressão que aprisiona ar quente sobre o continente. Segundo o Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus, ondas de calor como essa se tornaram mais frequentes e intensas nos últimos 25 anos, com 95% do continente registrando temperaturas acima da média em 2025.
Causas e impactos do calor extremo
O calor atípico é resultado de um 'domo de calor', um sistema atmosférico de alta pressão que se desloca lentamente e aprisiona o ar quente sobre a Europa, semelhante a uma tampa sobre uma panela. Esse fenômeno tem se tornado mais comum nos últimos anos, impulsionado pelas mudanças climáticas. Segundo Friederike Otto, professora de ciência do clima no Imperial College London, temperaturas nessa escala já foram excepcionais até mesmo no auge do verão. O relatório 'Estado do Clima na Europa', divulgado em abril de 2026, destacou que 95% do continente registrou temperaturas anuais acima da média em 2025, com ondas de calor intensas atingindo até o Círculo Polar Ártico.
Relação com as mudanças climáticas
Embora ainda não seja possível determinar o quanto esse episódio específico foi intensificado pelo efeito estufa, análises anteriores da organização World Weather Attribution indicam que ondas de calor na Europa se tornaram 'muito mais prováveis e mais intensas devido às mudanças climáticas induzidas pelo homem'. O continente europeu aquece a uma taxa duas vezes maior que a média global, segundo dados do Copernicus. Eventos extremos, como temperaturas acima de 30°C no norte da Europa, refletem essa tendência alarmante.