Escavações em Salvador revelam porto colonial esquecido na Praça Castro Alves
Obras de requalificação urbana na Praça Castro Alves, em Salvador, expuseram estruturas de um porto colonial do século XVIII, reescrevendo a história da logística portuária da primeira capital do Brasil. Fragmentos de cerâmica, moedas e objetos cotidianos mapeiam a vida social e comercial da época, enquanto muros de pedra e cal indicam que a linha da costa era mais próxima do centro histórico do que se imaginava.
Achados arqueológicos e impacto histórico
As escavações na Praça Castro Alves, em Salvador, revelaram estruturas de um antigo porto colonial, incluindo cais e fundações de edifícios que sustentavam o comércio marítimo baiano no século XVIII. Segundo estudo da Universidade Federal da Bahia, os achados incluem fragmentos de cerâmica, moedas, cachimbos e objetos de uso cotidiano, que permitem reconstruir a dinâmica social e econômica da época. Os muros de contenção, feitos de pedra e cal, são típicos da arquitetura lusa e indicam que a linha da costa estava significativamente mais próxima do centro histórico do que atualmente.
Arqueologia preventiva e preservação do patrimônio
A legislação brasileira exige vistorias arqueológicas em grandes obras em centros históricos para evitar a destruição de camadas arqueológicas. No caso de Salvador, a arqueologia preventiva foi fundamental para resgatar registros que poderiam ter sido perdidos. As estruturas encontradas serão integradas ao projeto urbanístico como um 'museu a céu aberto', permitindo a visualização pública e a educação patrimonial. A preservação desses sítios exige equilíbrio entre modernização e manutenção da memória ancestral da cidade.