Economistas internacionais exigem suspensão imediata de sanções dos EUA à Venezuela após terremotos históricos
113 economistas e acadêmicos de renome, incluindo Jeffrey Sachs e James K. Galbraith, assinaram manifesto pedindo a suspensão das sanções econômicas dos EUA à Venezuela. Os terremotos de 24 de junho deixaram 3.685 mortos e 16.740 feridos, agravando a crise humanitária no país. As medidas coercitivas afetam setores como petróleo, mineração e telecomunicações, além de bloquear bilhões de dólares em reservas internacionais.
Impacto dos terremotos e crise humanitária
Dois terremotos consecutivos atingiram a Venezuela em 24 de junho de 2026, com epicentros em Caracas e sete estados, incluindo La Guaira. O balanço oficial registra 3.685 mortos e 16.740 feridos, além de danos severos à infraestrutura crítica. A emergência humanitária exige ações imediatas para resgate, abastecimento de água, energia, alimentos e medicamentos, segundo os signatários do manifesto.
Sanções econômicas e bloqueio de recursos
Os Estados Unidos mantêm medidas coercitivas unilaterais contra instituições venezuelanas, como o Banco Central da Venezuela (BCV) e a Petróleos de Venezuela SA (PDVSA), além de setores estratégicos como mineração, transporte e telecomunicações. O manifesto destaca que as sanções causaram uma queda de 74% no PIB da Venezuela entre 2012 e 2020 e isolaram o país dos mercados financeiros internacionais desde 2017. Além disso, cerca de US$ 5 bilhões em reservas de ouro do BCV permanecem congelados no Banco da Inglaterra, e US$ 1,2 bilhão depositados no Novo Banco de Portugal pertencem ao Banco de Desenvolvimento da Venezuela.
Apelo internacional e justificativa humanitária
O manifesto, apoiado pelo Centro de Pesquisa Econômica e Política (CEPR), argumenta que a emergência é 'humana antes de ser política'. Mark Weisbrot, codiretor do CEPR, classificou a retenção de recursos venezuelanos pelos EUA e Europa como um 'ato bárbaro'. Os economistas pedem a suspensão imediata das sanções para permitir a recuperação do país e o atendimento às necessidades básicas da população afetada pelos terremotos.