PIX Contribui para Inclusão Financeira de Pobres no Brasil; Ferramenta é Investigada pelos EUA
O Banco Central divulgou que o PIX, sistema de transferências em tempo real, contribuiu significativamente para a inclusão financeira de famílias de baixa renda no Brasil. Segundo o BC, em dezembro de 2023, 74% dos adultos inscritos no CadÚnico possuíam chave PIX, e 72% realizaram pagamentos via PIX. A ferramenta, no entanto, é investigada pelos Estados Unidos por possível "prática desleal".
Inclusão Financeira pelo PIX
O lançamento e a "rápida disseminação" do PIX, ferramenta de transferências em tempo real que funciona sem interrupção, "contribuíram de forma expressiva para a inclusão financeira da população de baixa renda no Brasil". A análise consta no Relatório de Cidadania Financeira, divulgado pelo Banco Central. Dados de dezembro de 2023 indicam que o PIX ampliou o acesso e o uso de serviços de pagamento entre adultos inscritos no CadÚnico, transformando seus hábitos financeiros com transações frequentes e de menor valor. Em dezembro de 2023, três anos após seu lançamento, 74% dos adultos no CadÚnico registraram ao menos uma chave PIX. Adicionalmente, 72% desses indivíduos realizaram pelo menos um pagamento via PIX ao ano, evidenciando seu uso expressivo nas transações cotidianas. A diferença entre acesso (registro da chave) e uso efetivo caiu de 7 pontos percentuais em 2022 para 2 pontos em 2023, demonstrando maior engajamento e confiança no sistema. O BC declarou que o PIX se consolidou como parte da rotina financeira desse público.
Investigação dos Estados Unidos
O PIX está sendo investigado pelos Estados Unidos desde o ano passado por configurar possível "prática desleal". Em um relatório recente do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), a entidade relembra que o Banco Central do Brasil criou, detém, opera e regula o PIX. "Partes interessadas americanas expressaram preocupação com o fato de o Banco Central do Brasil conceder tratamento preferencial ao PIX, o que prejudica os fornecedores americanos de serviços de pagamento eletrônico. O Banco Central exige".