Modelos climáticos indicam formação de El Niño em 2026 com possibilidade de intensidade elevada
Centros de monitoramento climático ao redor do mundo, incluindo o NOAA CPC, projetam a formação de um El Niño a partir de maio-julho de 2026, com probabilidade superior a 90% para o final do ano. Especialistas alertam para incertezas sobre a intensidade do fenômeno, que pode variar de moderado a muito forte, com impactos potenciais no clima global.
Previsões e incertezas sobre a intensidade do El Niño
Modelos climáticos de diversos centros internacionais indicam a transição para condições de El Niño no Oceano Pacífico equatorial a partir do trimestre maio-julho de 2026, com 61% de probabilidade. Para o período de outubro a dezembro, a chance de ocorrência do fenômeno ultrapassa 90%. No entanto, há divergências significativas entre os modelos quanto à intensidade do evento. Enquanto a probabilidade de um El Niño moderado é estimada em 27%, há também 20% de chance de um evento forte e 13% de um muito forte, caracterizado por aquecimento das águas superior a 2°C acima da média por vários meses. Pedro Ivo Camarinha, diretor substituto do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), destaca que as incertezas persistem devido à complexidade dos dados climáticos.
Impactos históricos e alertas para o Sul do Brasil
Eventos anteriores de El Niño, como o registrado em 2024, já demonstraram potencial para causar chuvas intensas e alagamentos no Sul do Brasil, como os ocorridos no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Especialistas alertam que, caso o fenômeno atinja intensidade elevada em 2026, os impactos podem incluir aumento na frequência de eventos climáticos extremos, como enchentes e deslizamentos, além de alterações nos padrões de temperatura e precipitação em diversas regiões do país e do mundo.