Reino Unido Reúne 40 Países para Bloqueio do Estreito de Ormuz; China Aponta EUA e Israel como Causa Principal
O Reino Unido liderou uma cúpula virtual com mais de 40 países nesta quinta-feira (2) para discutir a reabertura do Estreito de Ormuz, acusando o Irã de manter a economia global refém devido aos ataques a navios comerciais. Os Estados Unidos não participaram, com Donald Trump afirmando que a segurança da via marítima não é responsabilidade americana. A China, por sua vez, atribuiu o bloqueio às "operações militares ilegais" de EUA e Israel contra o Irã.
Pressão Internacional e Ausência dos EUA
A ministra das Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper, declarou que o encontro demonstra a "força da determinação internacional" para reabrir o Estreito de Ormuz através de meios políticos e diplomáticos. Cooper acusou o Irã de ter "sequestrado uma rota internacional de navegação", impactando negativamente os preços globais de petróleo e alimentos, que se tornaram "insustentáveis". Donald Trump, presidente dos EUA, reiterou que a responsabilidade de garantir a segurança da rota cabe a outros países e criticou aliados europeus por falta de apoio na guerra. Ele também ameaçou retirar os EUA da OTAN.
Posição Chinesa e Resposta Iraniana
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, afirmou que a "causa principal" das interrupções no Estreito de Ormuz são as "operações militares ilegais dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã". A China pediu um cessar-fogo imediato no Oriente Médio e repudiou as ameaças de escalada de Trump, alertando que "meios militares não podem resolver fundamentalmente o problema". O Irã respondeu ao discurso de Trump, declarando que a guerra continuará "até a rendição e o arrependimento permanente do inimigo".
Impacto no Tráfego Marítimo
Ataques iranianos a navios comerciais levaram a uma paralisação quase total do tráfego no Estreito de Ormuz, rota essencial para o transporte global de petróleo. Desde 28 de fevereiro, foram registrados 23 ataques diretos a embarcações comerciais, resultando na morte de 11 tripulantes, de acordo com a Lloyd’s List Intelligence. O fluxo de navios diminuiu drasticamente.