Irã treina civis e crianças para uso de armas em meio a tensões com EUA e ameaça de invasão
O Irã intensificou uma campanha para armar a população civil, incluindo crianças, em resposta a ameaças dos EUA de retomar ataques ao país. Militares ensinam o manuseio de fuzis Kalashnikov em praças públicas, enquanto emissoras estatais exibem treinamentos ao vivo e incentivam a participação de menores nas Forças Armadas. A Guarda Revolucionária também promoveu casamentos coletivos adornados com mísseis balísticos como parte da mobilização.
Mobilização civil e treinamento militar
O governo iraniano iniciou uma campanha agressiva para preparar a população civil para um possível conflito com os Estados Unidos. Em praças e ruas de Teerã, a Guarda Revolucionária montou estandes onde militares ensinam gratuitamente o manuseio de fuzis de assalto Kalashnikov, incluindo para crianças. As instruções abrangem desde a montagem até o disparo das armas, com o objetivo de criar um 'cordão' de civis na linha de frente de eventuais batalhas.
Propaganda estatal e incentivo à militarização
Emissoras de televisão estatais do Irã passaram a exibir treinamentos militares ao vivo. Em um episódio recente, um apresentador disparou um fuzil AK-47 dentro do estúdio após receber instruções de um militar da Guarda Revolucionária. Além disso, propagandas incentivam famílias a enviar meninos a partir dos 12 anos para se alistarem na Guarda Revolucionária, uma prática denunciada pela Anistia Internacional como crime de guerra. Casamentos coletivos em praças públicas também foram realizados com decorações que incluíam mísseis balísticos, reforçando o tom militarista da campanha.
Contexto geopolítico e ameaças dos EUA
A mobilização ocorre em resposta a ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que poderia retomar ataques ao território iraniano caso as negociações de paz fracassem e o Irã mantenha o controle do Estreito de Ormuz. O temor de uma invasão terrestre por parte dos EUA levou o governo iraniano a adotar medidas extremas para preparar a população civil para um possível conflito armado.