BYD Retirada da 'Lista Suja' do Trabalho Escravo Após Decisão Judicial; Amado Batista Incluído
A montadora chinesa de carros elétricos BYD foi retirada da 'lista suja' do trabalho escravo, cadastro que reúne empregadores flagrados submetendo trabalhadores a condições análogas à escravidão. A medida é temporária, válida até o julgamento final do processo. A inclusão anterior ocorreu após o resgate de 220 trabalhadores chineses em dezembro de 2024, encontrados em alojamentos precários e sob vigilância armada.
Decisão Judicial Temporária para BYD
A BYD foi retirada da lista suja do trabalho escravo nesta quinta-feira (9), com a decisão judicial vigorando até o julgamento final do processo. A montadora havia sido incluída na atualização mais recente do cadastro, divulgada em 6 de abril, que adicionou cerca de 169 novos empregadores, incluindo o cantor Amado Batista. Com a exclusão da BYD, a lista passou a conter 612 nomes, sendo 102 pessoas físicas e 66 empresas. A 'lista suja' é um documento público divulgado semestralmente pelo Ministério do Trabalho, em abril e outubro, para dar visibilidade às ações de combate ao trabalho escravo. Empregadores permanecem na lista por dois anos após processo administrativo concluído sem recurso e só saem se não houver novos casos e a situação estiver regularizada.
Caso BYD e Resgate de Trabalhadores Chineses
A inclusão da BYD na lista ocorreu após o resgate de trabalhadores chineses em dezembro de 2024, que atuavam na construção da fábrica da empresa em Camaçari, Bahia. Os 220 trabalhadores foram encontrados em alojamentos sem condições adequadas de conforto e higiene, sendo vigiados por seguranças armados que impediam sua saída. Segundo as autoridades, os passaportes eram retidos e os contratos continham cláusulas ilegais, como jornadas exaustivas e ausência de descanso semanal.