Técnica de enfermagem indígena é assassinada com tiro no rosto em Rondônia; ex-companheiro é denunciado por feminicídio
O Ministério Público de Rondônia (MP-RO) denunciou o ex-companheiro de Gleicia Arikapu, técnica de enfermagem indígena, por feminicídio após ela ser morta com um tiro no rosto na Aldeia Arikapu, em São Miguel do Guaporé. O filho adolescente da vítima foi quem a encontrou. O suspeito alega que o disparo foi acidental, mas investigações indicam contexto de violência doméstica e ameaças prévias.
Contexto do crime
Gleicia Arikapu, técnica de enfermagem indígena, foi encontrada morta com um tiro no rosto na Aldeia Arikapu, zona rural de São Miguel do Guaporé (RO), na manhã desta quarta-feira (3). O responsável por localizar o corpo foi seu filho, um adolescente de 16 anos. O suspeito pelo crime é o ex-companheiro da vítima, que não aceitava o término do relacionamento. Segundo o Ministério Público de Rondônia (MP-RO), o homem foi denunciado por feminicídio, com qualificadores de motivo torpe, ausência de possibilidade de defesa da vítima e prática do crime em contexto de violência doméstica e familiar.
Investigações e alegações
O suspeito alegou que o disparo foi acidental, porém as investigações iniciais da Polícia Civil de Rondônia apontam para um cenário de violência doméstica. De acordo com o MP-RO, o casal mantinha uma união estável há cerca de um ano, mas Gleicia havia manifestado intenção de se separar. Há registros de ameaças e conflitos anteriores entre o casal, reforçando a tese de feminicídio. O crime ocorreu em um contexto de violência de gênero, conforme destacado pelas autoridades.