EUA impedem navio mercante de romper bloqueio no Estreito de Ormuz e disparam míssil contra embarcação
O Comando Central dos EUA anunciou neste sábado (30) que as Forças Armadas impediram um navio mercante de bandeira gambiana, o Lian Star, de romper o bloqueio naval aos portos iranianos. O navio ignorou mais de 20 avisos e teve sua casa de máquinas atingida por um míssil, permanecendo à deriva no Golfo de Omã. Desde o início do bloqueio, em 17 de abril, seis navios foram impedidos de prosseguir, enquanto 116 foram redirecionados.
Contexto do bloqueio e impactos econômicos
O bloqueio naval foi imposto pelos Estados Unidos em resposta ao fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, após ataques conjuntos de EUA e Israel em 28 de fevereiro, que desencadearam uma guerra no Oriente Médio. Um cessar-fogo frágil está em vigor desde 7 de abril, mas a região aguarda negociações para uma possível extensão por 60 dias, enquanto discussões sobre o programa nuclear iraniano continuam. O Estreito de Ormuz é uma via crítica para o transporte de petróleo, gás natural e fertilizantes, e o bloqueio tem pressionado economias globais, elevando custos para consumidores e produtores de alimentos. O objetivo dos EUA é enfraquecer a economia iraniana, já fragilizada, limitando suas exportações e acesso a capital.
Detalhes da operação militar
O navio Lian Star, de bandeira da Gâmbia, foi alvo de mais de 20 avisos das forças americanas antes de ser interceptado. Um míssil foi disparado contra a casa de máquinas da embarcação, que agora está à deriva no Golfo de Omã. Segundo um oficial americano, as forças dos EUA ainda não abordaram o navio. Desde o início do bloqueio, seis navios foram impedidos de romper o cerco, enquanto 116 foram redirecionados. Apenas um navio recebeu autorização para prosseguir. O presidente Donald Trump reuniu-se com assessores para discutir os próximos passos da operação.