Pastor afastado por traição entra na Justiça para reaver presidência de igreja em Cuiabá
A Justiça de Mato Grosso negou pedido do pastor Davi Joaquim de Lima para retornar à presidência da Igreja Batista Getsemani, conhecida como Gerar Igreja Batista, após ser afastado por um caso extraconjugal. O religioso alega irregularidades no processo de desligamento e violação de seus direitos, mas a juíza responsável manteve a autonomia da instituição religiosa para decisões internas.
Contexto do afastamento
O pastor Davi Joaquim de Lima foi afastado da presidência da Igreja Batista Getsemani, em Cuiabá, após confessar um caso extraconjugal a outras lideranças da comunidade no final de 2025. A igreja determinou que ele se afastasse por seis meses para tratamento espiritual e psicológico em local indicado pela diretoria. O religioso alega que a medida violou sua liberdade pessoal e direito de escolha quanto ao tratamento.
Argumentos do pastor e decisão judicial
Davi Joaquim de Lima entrou na Justiça pedindo o reconhecimento como presidente da igreja e a suspensão da assembleia que decidiu seu afastamento. Ele argumentou que o processo foi irregular e que não teve direito de defesa adequado. No entanto, a juíza Sinii Savana Bosse Saboia Ribeiro negou o pedido, destacando que a Constituição Federal garante às organizações religiosas autonomia para definir sua estrutura interna e escolher seus líderes, conforme o artigo 5º, inciso VI, e o Código Civil, artigo 44, § 1º.