Reed Hastings afirma que indústria do entretenimento será a menos afetada pela IA em 2026
Co-fundador da Netflix, Reed Hastings, declarou em podcast que o setor de entretenimento deve sofrer menos impactos da inteligência artificial. Segundo ele, o público busca conflitos humanos e não se interessa por produções com robôs. A indústria já enfrenta debates sobre o uso de IA, especialmente após greves em Hollywood em 2023.
Contexto e declarações de Hastings
Em episódio do podcast 'Possible', lançado em 22 de abril de 2026, Reed Hastings, co-fundador da Netflix, afirmou que a indústria do entretenimento será a menos afetada pela inteligência artificial (IA). Hastings destacou que o público é atraído por conflitos humanos e não demonstra interesse em assistir a competições esportivas ou narrativas protagonizadas por robôs. Ele exemplificou: 'Você não vai assistir a um jogo de basquete de robôs. Gostamos do conflito humano, e isso nos atrai'.
Impacto da IA no entretenimento
Hastings reconheceu que a IA pode baratear aspectos da produção, como efeitos especiais, mas ressaltou que elementos emocionais permanecerão dominados por atores reais. Ele questionou, no entanto, se as novas gerações continuarão consumindo conteúdo de longa duração, como os oferecidos pela Netflix, ou se migrarão definitivamente para plataformas como o TikTok. A indústria do entretenimento já enfrenta debates sobre o uso de IA, especialmente após as greves de roteiristas e atores em Hollywood em 2023, que levantaram preocupações sobre a substituição de profissionais humanos pela tecnologia.
Futuro de Hastings e da Netflix
Em abril de 2026, a Netflix anunciou que Reed Hastings não buscaria reeleição para o conselho da empresa e deixaria o cargo para focar em filantropia e outros projetos pessoais. Hastings co-fundou a Netflix em 1997. Ted Sarandos, um dos CEOs da Netflix, ecoou as declarações de Hastings sobre o poder da IA e a importância do elemento humano no entretenimento.