Colômbia enfrenta atentados no primeiro dia de governo de Abelardo de la Espriella
Dois ataques com explosivos marcaram o primeiro dia do governo do presidente colombiano Abelardo de la Espriella, eleito com promessas de combate ao narcoterrorismo e fim dos diálogos de paz. Um policial morreu e dois guardas ficaram feridos nos atentados, atribuídos a dissidentes das Farc liderados por Iván Mordisco. O novo governo anunciou transferência de presos de alto perfil para prisões de segurança máxima.
Ataques e reações do governo
Na madrugada de 8 de agosto de 2026, dissidentes das Farc, liderados por Iván Mordisco, destruíram um pedágio em construção no município de Santander de Quilichao, próximo a Cali, ferindo dois guardas. O Exército colombiano responsabilizou o grupo pelo ataque. Horas depois, um policial morreu em um ataque com drones contra uma delegacia no departamento de Cesar. O presidente Abelardo de la Espriella classificou os atentados como ataques ao progresso do país e prometeu que não haverá impunidade. "Atacar a infraestrutura do país é atacar o progresso", declarou no X (antigo Twitter).
Medidas de segurança e contexto político
Entre as primeiras ações do novo governo, destacou-se a transferência de 117 presos "de alto perfil", que participaram dos diálogos de paz com o governo anterior de Gustavo Petro, para prisões de segurança máxima. De la Espriella, de extrema direita, havia prometido durante a campanha encerrar os diálogos de paz e adotar uma postura mais dura contra grupos armados. Na véspera dos atentados, o presidente participou de sua primeira reunião sobre segurança com autoridades do sudoeste do país, incluindo a governadora do departamento de Valle del Cauca.