Taiwan prende trio por contrabando de chips da NVIDIA para China via Japão em esquema de US$ 2,5 bilhões
Promotores de Taiwan prenderam três suspeitos acusados de contrabandear chips de inteligência artificial da NVIDIA para a China, burlando sanções dos EUA. O esquema, avaliado em US$ 2,5 bilhões, utilizava rotas de transbordo pelo Japão para ocultar o destino final dos produtos. Entre os detidos está Yih-Shyan Liaw, executivo da Super Micro Computer, além de um gerente de vendas e um prestador de serviços.
Esquema criminoso e rota de contrabando
As restrições impostas pelos EUA à exportação de chips avançados da NVIDIA para a China levaram ao surgimento de esquemas criminosos para burlar as sanções. O caso mais recente envolve três indivíduos presos em Taiwan: Yih-Shyan 'Wally' Liaw, vice-presidente sênior da Super Micro Computer; Ruei-Tsang 'Steven' Chang, gerente de vendas; e Ting-Wei 'Willy' Sun, prestador de serviços. Eles são acusados de falsificar documentos de exportação para ocultar que servidores equipados com GPUs da NVIDIA tinham como destino final o mercado chinês. O grupo já havia sido indiciado nos EUA em março por integrar uma rede global de contrabando avaliada em US$ 2,5 bilhões, que envolvia rotas pelos EUA, Taiwan, Tailândia, Hong Kong e China. A novidade no caso atual é o uso do Japão como ponto intermediário para transbordo, uma estratégia para evitar a detecção das autoridades.
Repercussões diplomáticas e impacto no mercado
Este é o primeiro processo criminal público em Taiwan relacionado ao desvio de chips de inteligência artificial, gerando repercussões diplomáticas entre Taipé, Tóquio e Washington. As GPUs da NVIDIA são consideradas as melhores para aplicações de IA em larga escala, e a China enfrenta dificuldades para acessar esses componentes devido às sanções americanas. A prisão dos suspeitos destaca a crescente pressão sobre redes de contrabando que buscam suprir a demanda chinesa por tecnologia de ponta, mesmo com as restrições impostas.