Reino Unido investiga Telegram por compartilhamento de material de abuso infantil
O órgão regulador de comunicações do Reino Unido, Ofcom, anunciou uma investigação oficial contra o Telegram após receber evidências de que o aplicativo estaria sendo usado para compartilhar material de abuso sexual infantil. A empresa nega as acusações e alega que suas medidas de detecção eliminaram esse tipo de conteúdo público desde 2018.
Contexto da investigação
A Ofcom, autoridade reguladora de comunicações do Reino Unido, iniciou uma investigação formal contra o Telegram nesta terça-feira (21). A medida foi motivada por dados fornecidos pelo Centro Canadense de Proteção à Criança e por uma avaliação preliminar da própria Ofcom, que apontaram o uso da plataforma para compartilhamento de material de abuso sexual infantil. O objetivo é verificar se o Telegram descumpriu suas obrigações legais de combater conteúdos ilícitos, conforme estabelecido pela Lei de Segurança Online de 2023.
Posicionamento do Telegram
Em nota oficial, o Telegram refutou as acusações e afirmou que seus algoritmos de detecção 'virtualmente eliminaram' esse tipo de conteúdo público desde 2018. A empresa, sediada em Dubai, expressou preocupação com a investigação, sugerindo que ela pode ser parte de uma ofensiva mais ampla contra plataformas que defendem a liberdade de expressão e privacidade. Em fevereiro de 2026, o Telegram já havia sido multado na Austrália por demora em responder questionamentos sobre medidas de segurança contra conteúdos extremistas e de abuso.
Medidas regulatórias no Reino Unido
O governo britânico, liderado pelo primeiro-ministro Keir Starmer, tem intensificado a fiscalização sobre plataformas digitais. Além do Telegram, a Ofcom também abriu investigações contra os sites Teen Chat e Chat Avenue, suspeitos de falhas em ferramentas de proteção contra aliciamento de menores. O Reino Unido avalia medidas mais rígidas, incluindo a possibilidade de proibir aplicativos que não cumpram as normas de segurança.