Hajj 2026 reúne 1,5 milhão de muçulmanos em Meca sob tensão no Oriente Médio e calor extremo
A peregrinação anual a Meca, o hajj, começou nesta segunda-feira (25/05) com a participação de aproximadamente 1,5 milhão de fiéis muçulmanos de todo o mundo, apesar das temperaturas que atingiram 45°C. O evento ocorre em meio a negociações diplomáticas entre EUA e Irã para encerrar o conflito regional e à pressão dos EUA para normalização das relações entre países muçulmanos e Israel. Autoridades sauditas reforçaram a segurança nos locais sagrados, enquanto mais de 26 mil peregrinos iranianos participam do ritual.
Contexto geopolítico e segurança
O hajj de 2026 acontece em um cenário de alta tensão no Oriente Médio, com negociações em andamento entre Estados Unidos e Irã para um cessar-fogo após semanas de ataques mútuos. O presidente dos EUA, Donald Trump, reforçou a pressão para que países muçulmanos, incluindo a Arábia Saudita, normalizem relações com Israel como parte de um acordo de paz. Apesar disso, as autoridades sauditas mantiveram o número de vistos para peregrinos iranianos, evitando penalizações políticas. O Ministério da Defesa saudita destacou o reforço na segurança aérea sobre Meca para proteger os locais sagrados de possíveis ameaças.
Participação e desafios logísticos
Mais de 1,5 milhão de fiéis muçulmanos, incluindo 26 mil iranianos, iniciaram os rituais do hajj, que incluem a circunvolução da Caaba, o local mais sagrado do Islã. As temperaturas extremas, que chegaram a 45°C, não impediram a realização das cerimônias. Autoridades sauditas afirmaram que o número de participantes superou o do ano anterior, demonstrando a resiliência dos peregrinos mesmo em condições adversas. A organização do evento envolve esforços para garantir a segurança e o conforto dos participantes, com medidas específicas para lidar com o calor intenso.