Lula rejeita transição gradual e defende redução imediata da jornada de trabalho para 40 horas semanais
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou ser contra a proposta de transição gradual para a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, defendendo a mudança 'de uma vez'. O tema será discutido em reunião com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), na segunda-feira (25). A PEC que trata do assunto enfrenta divergências sobre o período de implementação.
Reunião e posicionamento de Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou que se reunirá com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), na segunda-feira (25), para discutir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Lula criticou a ideia de uma transição gradual, afirmando que a mudança deve ocorrer 'de uma vez' e sem redução salarial. 'Não dá para aceitar ficar quatro anos para fazer meia hora por ano, uma hora por ano. Ai é brincar de fazer redução', declarou durante o programa 'Sem Censura', da TV Brasil.
Tramitação da PEC na Câmara
A PEC que trata do fim da escala 6x1 e da redução da jornada de trabalho está em análise na comissão especial da Câmara. O relator, deputado Léo Prates (Republicanos-BA), deve apresentar seu parecer na segunda-feira (25), após adiamento devido a divergências. Pontos como a redução para 40 horas semanais sem corte salarial e dois dias de descanso remunerado já estão pacificados, mas o período de transição para a implementação ainda não foi definido. Hugo Motta afirmou que o texto está sendo discutido com o governo e setores produtivos para garantir 'equilíbrio' na pauta.