Trump Ameaça Destruir Usinas de Energia e Pontes no Irã; Israel Mata Chefe de Inteligência da Guarda Revolucionária
Presidente Donald Trump reiterou ameaças de destruir infraestrutura energética iraniana, incluindo usinas de energia e pontes, caso o Irã não libere o Estreito de Ormuz. Paralelamente, Israel confirmou ter matado o chefe de Inteligência da Guarda Revolucionária do Irã, General Majid Khademi, em um bombardeio em Teerã. O complexo petroquímico de South Pars também foi alvo de explosões.
Escalada de Ameaças e Ataques
Donald Trump utilizou a rede social Truth Social para intensificar sua retórica contra o Irã, declarando que "terça-feira será o Dia da Usina Elétrica e o Dia da Ponte, tudo de uma vez, no Irã". Ele exigiu a liberação do Estreito de Ormuz, ameaçando com "destruição" e um "verdadeiro inferno" caso a demanda não seja atendida. O Irã reagiu, indicando a possibilidade de ataques retaliatórios contra infraestruturas energéticas e usinas de dessalinização em países aliados dos EUA no Golfo. O complexo petroquímico de South Pars, produtor de gás, foi atingido por explosões nesta segunda-feira (6), com o governo israelense confirmando o ataque. Este complexo já havia sido alvo de Israel há duas semanas, uma ação que os EUA haviam condenado. Em um desenvolvimento separado, o Exército de Israel confirmou a morte do General Majid Khademi, chefe de Inteligência da Guarda Revolucionária do Irã, em um bombardeio de precisão em Teerã. Segundo Israel, Khademi era um comandante sênior responsável por reunir inteligência para atividades terroristas contra Israel e por monitorar civis iranianos durante a repressão a protestos. Sua morte segue uma série de assassinatos de autoridades iranianas de alto escalão por Israel e Estados Unidos desde o início do conflito em fevereiro, incluindo o líder supremo Ali Khamenei e o comandante responsável pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, Alireza Tangsiri.
Importância Estratégica do Estreito de Ormuz
O Estreito de Ormuz, uma estreita faixa marítima na costa iraniana, é crucial para o comércio global de petróleo e gás natural liquefeito (GNL). Aproximadamente 20% do petróleo consumido mundialmente e cerca de 20% do comércio global de GNL transitam por esta rota, com destinos principais para a Ásia, incluindo China e Índia. O bloqueio desta passagem tem profundas implicações econômicas globais.