Mães atípicas enfrentam sobrecarga física e emocional no cuidado de filhos com deficiência na Paraíba
Série especial do G1 revela os desafios diários de mães atípicas na Paraíba, que cuidam de filhos com deficiência, transtornos ou condições que exigem acompanhamento contínuo. Diagnósticos como autismo e paralisia cerebral transformam rotinas, gerando jornadas exaustivas com terapias, consultas médicas e adaptações familiares. Mães relatam sobrecarga emocional, preconceito e a luta por uma rede de apoio.
Diagnósticos e rotina exaustiva
Edivânia, moradora de Campina Grande, recebeu o diagnóstico de autismo do filho Davi aos três anos, em fevereiro de 2020, no início da pandemia de Covid-19. O isolamento social e a falta de perspectivas agravaram o medo e a incerteza. 'Era algo tão desconhecido, e a gente tem tanto medo do desconhecido', relatou. A rotina passou a incluir terapias, adaptações e enfrentamento ao preconceito, resultando em desgaste psicológico e físico. 'O pior dos sentimentos foi não ter nenhuma perspectiva', completou.
Histórias de superação e luta
Mônica, outra mãe atípica, cuida da filha Maria Alice, de 11 anos, diagnosticada com paralisia cerebral. A rotina inclui fisioterapia, fonoaudiologia e acompanhamento médico constante. 'É uma luta diária, mas também uma grande lição de amor', afirmou. Andressa, mãe de uma criança com síndrome de Down, destacou a importância da rede de apoio entre mães atípicas para compartilhar experiências e fortalecer a resiliência. 'Ninguém entende melhor nossos desafios do que nós mesmas', disse.