Golpe de 1964 no Brasil: Papel dos EUA e Articulação da Elite Detalhada
O golpe de Estado de 1º de abril de 1964, que depôs o presidente João Goulart e iniciou a ditadura militar brasileira, contou com o apoio decisivo dos Estados Unidos. Think tanks dirigidos pela CIA financiaram campanhas de desestabilização política e cooptaram parlamentares. A elite nacional, incluindo empresariado, multinacionais, lideranças religiosas e o oficialato militar, uniu-se contra as reformas de base propostas por Goulart, justificando o golpe com discursos sobre ameaça comunista e corrupção.
Apoio dos Estados Unidos ao Golpe de 1964
Há 62 anos, em 1º de abril de 1964, o presidente João Goulart foi deposto por um golpe de Estado. Ocorrido em meio à Guerra Fria, o golpe teve apoio crucial dos Estados Unidos, que viam Goulart como ameaça aos seus interesses. IBAD e IPES, think tanks ligados à CIA, articularam a ação, financiando campanhas de desestabilização, cooptando parlamentares e radicalizando a oposição. Durante a mobilização das tropas, os EUA lançaram a Operação Brother Sam, enviando frota naval para apoiar os militares brasileiros e conter resistência.
Convergência da Elite Contra João Goulart
O golpe de 1964 resultou da convergência de interesses diversos em reação à ascensão das classes populares e às reformas de base propostas por João Goulart. O projeto desenvolvimentista de Goulart, que visava combater a concentração fundiária e de renda e reduzir a desigualdade social, alarmou segmentos conservadores. O empresariado nacional, multinacionais, lideranças religiosas e o oficialato militar engajaram-se em uma campanha de desestabilização, utilizando o discurso da ameaça comunista, combate à corrupção e defesa da 'liberdade'.