Juiz da Virgínia bloqueia novo mapa eleitoral que poderia beneficiar democratas nas eleições de meio de mandato nos EUA
Um juiz do estado da Virgínia, nos Estados Unidos, bloqueou a certificação dos resultados de um referendo que visava redefinir o mapa eleitoral do estado. A mudança poderia conceder aos democratas quatro cadeiras adicionais na Câmara de Representantes dos EUA, fortalecendo sua posição nas eleições de meio de mandato de novembro de 2026. A decisão judicial suspende a implementação dos novos distritos eleitorais, alegando que os votos do referendo ficam 'sem efeito'.
Contexto político e decisão judicial
O estado da Virgínia aprovou em referendo, realizado em 21 de abril de 2026, uma emenda constitucional que permitiria o redesenho dos distritos eleitorais. A proposta, apoiada pelos democratas, tinha como objetivo aumentar sua representação na Câmara de Representantes dos EUA de seis para dez cadeiras, concentrando condados rurais de maioria republicana em um único distrito. No entanto, o juiz Jack Hurley, do Tribunal de Circuito do condado de Tazewell, emitiu uma decisão na quarta-feira (22) proibindo a certificação dos resultados do referendo. Hurley declarou que 'todos e cada um dos votos a favor ou contra a proposta de emenda constitucional nas eleições especiais de 21 de abril de 2026 ficam sem efeito'.
Reações e implicações
A prática de 'gerrymandering', que consiste em redesenhar distritos eleitorais para beneficiar um partido, tem sido uma estratégia controversa nos EUA. O ex-presidente Donald Trump classificou a votação na Virgínia como 'fraudulenta' e acusou os democratas de tentarem manipular o sistema eleitoral. A decisão judicial ocorre em um momento crítico, com republicanos e democratas disputando o controle do Congresso nas eleições de meio de mandato. A suspensão dos novos mapas eleitorais na Virgínia pode impactar diretamente a distribuição de poder entre os partidos no legislativo federal.