Peru encerra campanha eleitoral com recorde de 35 candidatos à presidência e cenário fragmentado
A campanha eleitoral peruana chega ao fim com um número recorde de 35 candidatos à presidência. As pesquisas indicam que nenhum candidato está perto de obter a metade dos votos necessários para evitar um segundo turno em junho. A crise política e a violência são temas centrais dos discursos dos candidatos.
Eleição e cenário político
A campanha eleitoral para a presidência do Peru terminou nesta quinta-feira, marcada por discursos radicais dos principais candidatos. Na eleição de domingo (12), nenhum dos 35 candidatos – um recorde – está próximo de garantir a metade dos votos necessários para evitar um segundo turno, previsto para junho (12). Em um país marcado pela violência e por uma crise política com oito presidentes em 10 anos, os candidatos prometeram reprimir o crime, frequentemente associando-o à imigração irregular. Pesquisas indicam Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, como favorita, mas a disputa pelo segundo lugar está acirrada entre Carlos Álvarez, Rafael López Aliaga, Ricardo Belmont e Roberto Sánchez. Um cientista político da Economist Intelligence Unit observa que o cenário eleitoral está fragmentado, sem um candidato com vantagem convincente e com uma parcela significativa do eleitorado indecisa.
Keiko Fujimori e o legado do pai
Keiko Fujimori, candidata da direita e filha do ex-presidente Alberto Fujimori, aparece nas pesquisas como favorita. Em um comício, ela discursou com referências ao pai, condenado por corrupção e violações de direitos humanos, afirmando: “Por onde passamos, há lembranças, memórias e gratidão pelo melhor presidente que o Peru já teve: Alberto Fujimori”. Esta é a quarta vez que Keiko Fujimori concorre à presidência.