Julianne Moore reflete sobre carreira e recusa filmes de ação em meio a crises globais em Cannes 2026
A atriz vencedora do Oscar, Julianne Moore, recebeu o prêmio Kering Women in Motion no Festival de Cannes 2026 e discutiu sua trajetória de quase quatro décadas no cinema. Moore afirmou que evita filmes com 'explosões e armas' em contextos de instabilidade global, priorizando projetos com profundidade emocional e representatividade feminina. A conversa abordou ainda a evolução da indústria cinematográfica e os desafios enfrentados por mulheres no setor.
Trajetória e escolha de papéis
Julianne Moore, premiada com o Oscar por 'Still Alice' (2014), participou de um painel no Festival de Cannes 2026, onde recebeu o prêmio Kering Women in Motion. Durante a conversa com a jornalista Angelique Jackson, da Variety, a atriz destacou sua preferência por papéis que explorem a complexidade humana, evitando produções com violência explícita ou ação pura. 'Quando as coisas estão difíceis globalmente, não quero assistir a filmes com explosões e armas. Prefiro histórias que me façam sentir conectada', declarou Moore. Ela também ressaltou a importância de projetos que ampliem a representação feminina no cinema, citando sua participação em filmes como 'The Hours' (2002) e 'Far from Heaven' (2002).
Desafios da indústria e legado
Moore comentou sobre as mudanças na indústria cinematográfica ao longo de sua carreira, incluindo a crescente demanda por diversidade e a pressão por papéis mais autênticos para mulheres. 'No início, havia poucas oportunidades para atrizes acima dos 40 anos. Hoje, vejo mais espaço para narrativas que não giram em torno de estereótipos', afirmou. A atriz também mencionou o impacto de plataformas de streaming na produção de conteúdo, destacando que, apesar dos avanços, ainda há desigualdades salariais e de oportunidades entre gêneros. O prêmio Kering Women in Motion, recebido por Moore, celebra personalidades que contribuem para a igualdade de gênero no cinema.