União Europeia aprova empréstimo de R$ 523 bilhões à Ucrânia e impõe 20º pacote de sanções à Rússia
A União Europeia oficializou nesta quinta-feira (23/04) um empréstimo de € 90 bilhões (R$ 523 bilhões) para a Ucrânia, acompanhado do 20º pacote de sanções contra a Rússia. A medida foi possível após a Hungria retirar seu veto, permitindo a retomada do fluxo de petróleo russo para Budapeste e Eslováquia. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, destacou que os recursos fortalecerão a defesa do país e a resiliência social. Moscou criticou a decisão, alegando perda de soberania europeia e impacto negativo nas populações locais.
Detalhes do empréstimo e sanções
O empréstimo de € 90 bilhões (R$ 523 bilhões) foi aprovado pela União Europeia como parte de um esforço para apoiar a Ucrânia em meio à guerra com a Rússia. O pacote inclui o 20º conjunto de sanções contra Moscou, visando enfraquecer sua capacidade militar e econômica. A Hungria, que havia bloqueado a medida, retirou seu veto após a Ucrânia permitir a retomada do fornecimento de petróleo pelo oleoduto Druzhba, interrompido por quase três meses. O grupo energético húngaro MOL Group confirmou a normalização do abastecimento para a Hungria e a Eslováquia.
Prioridades do governo ucraniano
O presidente Volodymyr Zelenskyy afirmou que os recursos serão destinados a múltiplas frentes, incluindo a produção de armamentos, aquisição de armas de parceiros internacionais, e preparação do setor energético e infraestrutura crítica para o próximo inverno. Zelenskyy destacou que a primeira parcela do empréstimo deve ser liberada entre o fim de maio e o início de junho. Ele classificou a decisão como "um dia importante para a nossa defesa e para as nossas relações com a União Europeia".
Reação da Rússia
A Rússia reagiu com críticas à decisão da União Europeia. O secretário do Conselho de Segurança da Rússia, Sergey Shoigu, afirmou que o empréstimo representa "mais um passo rumo à eventual perda de soberania das capitais europeias e à estagnação da Europa". Shoigu argumentou que os novos gastos para apoiar a Ucrânia imporão um fardo adicional aos cidadãos europeus, que já enfrentam cortes em pensões e programas sociais. Ele acusou os líderes da UE de serem "indiferentes ao bem-estar de suas populações".