Uso excessivo de IA nos estudos preocupa especialistas e pode prejudicar aprendizado crítico
Estudantes que dependem de inteligência artificial para tarefas acadêmicas correm o risco de se tornarem passivos no processo de aprendizagem, alerta coordenador de Psicologia da Unaerp. Ferramentas de IA, como resumos automáticos e redações prontas, podem comprometer habilidades fundamentais como análise crítica e memória, além de disseminar informações imprecisas. Especialistas destacam a necessidade de equilíbrio no uso da tecnologia para evitar prejuízos cognitivos.
Riscos da dependência tecnológica
O avanço acelerado das ferramentas de inteligência artificial tem transformado a rotina de estudantes, mas especialistas alertam para os riscos do uso excessivo. Paulo Guilherme Muniz, coordenador do curso de Psicologia da Unaerp Guarujá, destaca que a tecnologia pode tornar os alunos mais passivos no processo de aprendizagem. "Há a possibilidade dos estudantes se tornarem mais passivos no processo de aprendizagem, se transferirem todo o processo para a IA e não utilizarem a crítica para fazer o contraponto das informações", afirma. A dependência da IA pode comprometer habilidades como leitura, interpretação e análise crítica, essenciais para um aprendizado profundo.
Impacto no desenvolvimento cognitivo
Segundo Muniz, o cérebro precisa de estímulos constantes para se desenvolver plenamente. "O cérebro pode se acostumar com a falta de exercício mental. O processo de aprendizagem está diretamente ligado à memória, que depende da repetição e da elaboração das informações", explica. O consumo passivo de conteúdos prontos, sem interação ou reflexão, não garante um aprendizado efetivo. Além disso, a confiabilidade das informações geradas por IA é questionável, já que essas ferramentas podem produzir dados imprecisos ou incorretos, reforçando a necessidade de um uso equilibrado e crítico da tecnologia.