Claudia Sheinbaum alerta para risco de ingerência dos EUA nas eleições mexicanas e denuncia ofensiva política
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, acusou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos de tentar se tornar o 'principal eleitor' do país ao solicitar a extradição de políticos mexicanos, incluindo o governador de Sinaloa, Rubén Rocha. Sheinbaum classificou a situação como uma 'ofensiva sem precedentes' e questionou se há interesse genuíno em combater o crime organizado ou se trata de uma estratégia para influenciar as eleições de 2027 no México. A declaração foi feita durante ato público com cerca de 130 mil pessoas em apoio ao governo.
Contexto das acusações e pedidos de extradição
Claudia Sheinbaum destacou que os pedidos de extradição feitos pelos EUA contra políticos mexicanos, como o governador afastado de Sinaloa, Rubén Rocha, representam uma intervenção inédita na relação bilateral. Segundo a presidente, a medida pode configurar uma tentativa de interferência eleitoral, especialmente com as eleições mexicanas de 2027 no horizonte. Sheinbaum reforçou que o governo mexicano não tolerará corrupção ou conivência com o crime organizado, mas criticou a postura dos EUA, sugerindo motivações políticas por trás das ações judiciais.
Reações e posicionamento público
Durante discurso no Monumento à Revolução, na Cidade do México, Sheinbaum afirmou que 'intervenções nunca trazem justiça e bem-estar ao povo' e alertou para os riscos de uma escalada na ingerência externa. A presidente também mencionou que a 'ofensiva midiática' se intensificou após a morte de dois agentes da CIA no México e acusações contra figuras políticas. O ato contou com a presença de aproximadamente 130 mil apoiadores, segundo o jornal Milenio, e reforçou o tom de resistência do governo mexicano às pressões internacionais.